O obscuro mar de uma fronteira
Entre dois povos inimigos brame.
O lume bruxuleia entre o arame
E o arco com que Harpia toca as beiras
Divinas, beiças vaporosas, águia
Das fendas dos altares. Implorai
A ela o alimento que se esvai
No vento esvanecido desta ária,
Que vem silente no silêncio escuro
E duro e se espraia nas areias,
Arenas de batalhas co’as sereias,
Inimigas dos inimigos brutos.
Abruptos aliados de madeira
Contra a ausência de água derradeira.
poema e voz: wilton cardoso

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