Quando dor tiveres
verás teu dom trobar
terás enfim alegria
quando veres sem ver chegar
que é fugaz
e aí verás
que para dor haver
há de doer.
Nós que lutamos por pão
não lapidamos mui bem
e a forma tosca fica
como se molda ao sonho a tua forma
amorfa
e ao tocá-la
como ao bêbado respondem os sentidos
sinto
engenheiro sem engenho a moldar-te
moldura geométrica em que te encaixe
pedra
mas desafias-me
e desatina-se a brilhar quando quiseres
como quiseres
pra onde queres
o que não quis.
poema e voz: wilton cardoso

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